Fitbit vai mudar para Google Health a 19 de maio: o que muda para os utilizadores

A app do Fitbit vai deixar de existir tal como a conhecemos. A partir de 19 de maio, transforma-se oficialmente na Google Health, através de uma atualização automática que chega a todos os utilizadores. Quem usa o Fitbit no dia a dia para registar passos, sono ou treinos não precisa de fazer nada, mas há mudanças importantes a conhecer, sobretudo no preço da subscrição premium.

O que precisas de saber
A app Fitbit passa a chamar-se Google Health a 19 de maio, através de uma atualização automática OTA.
Os dados do Fitbit transitam de forma automática e os utilizadores do Google Fit poderão migrar mais tarde este ano.
O Fitbit Premium passa a chamar-se Google Health Premium e o plano anual fica 20 dólares mais caro.
A novidade central é o Health Coach, um treinador com inteligência artificial exclusivo para subscritores Premium.

A app Fitbit vai dar lugar à Google Health a 19 de maio

A Google comprou a Fitbit em 2021 e, desde então, foi integrando aos poucos a marca no seu ecossistema. Esta semana chega a fase final dessa transição. A 19 de maio, a app que está atualmente instalada nos telemóveis de milhões de utilizadores recebe uma atualização automática e passa a chamar-se Google Health.

A escolha é deliberada. Em vez de lançar uma app nova e pedir aos utilizadores para mudarem, a Google optou por atualizar a app existente. Por outras palavras, não há forma de recusar a transição. A partir desta semana, quem usa a app Fitbit começa a ver notificações e pop-ups a avisar sobre a mudança, para evitar surpresas no dia da atualização.

Os dados antigos não se perdem

Esta é talvez a maior preocupação de qualquer utilizador. A boa notícia é que todos os dados existentes transitam automaticamente para a Google Health. Passos, registos de sono, atividade física e histórico de treinos ficam preservados, sem necessidade de intervenção manual.

Para quem usa o Google Fit, a transição vai acontecer mais tarde este ano. A ideia da Google é unificar tudo numa só plataforma. Assim, a Google Health vai tornar-se o ponto central para dados de saúde e fitness em todo o ecossistema Google, Fitbit e Android.

O Fitbit Premium fica mais caro

Aqui está a parte que pode mexer com a carteira. O Fitbit Premium deixa de existir com esse nome e passa a chamar-se Google Health Premium. Com a mudança vem também uma subida de preço: o plano anual fica 20 dólares mais caro do que era antes.

Há, contudo, uma exceção importante. Os subscritores do Google AI Pro e do Google AI Ultra recebem o Google Health Premium gratuitamente em mais de 30 países. Para quem já paga por estes planos da Google, a subscrição premium de saúde passa a estar incluída sem custo adicional.

Health Coach, o treinador com IA exclusivo do Premium

A grande novidade da Google Health Premium chama-se Health Coach. Trata-se de um treinador alimentado por inteligência artificial, que já tinha sido testado anteriormente sob o nome Fitbit Health Coach. A função é exclusiva para subscritores pagos.

O Health Coach analisa os dados pessoais do utilizador e responde a perguntas com base nessa informação. Quem fizer o upload de exames médicos ou registos de saúde pode usar a função “Ask Coach” para obter respostas mais personalizadas. A app passa também a permitir registo nutricional, com objetivos personalizados de calorias e ingestão de água.

Mais precisão no sono e nova interface

A atualização traz melhorias técnicas que vão notar-se no dia a dia. Os modelos de aprendizagem automática para monitorização do sono são agora 15% mais precisos, segundo a Google. É uma diferença que se reflete diretamente na qualidade dos dados que cada utilizador recebe todas as manhãs.

A interface da Google Health organiza-se em quatro separadores principais: Hoje, Fitness, Sono e Saúde. Tudo é personalizável. Cada utilizador escolhe as métricas favoritas e fixa-as no painel das páginas Hoje e Saúde, criando uma experiência adaptada ao que mais lhe interessa.

Compatível com Apple Health e outros serviços

Um dos pontos curiosos desta nova app é a abertura ao exterior. A Google Health não fica fechada ao seu próprio universo. Funciona com Health Connect e Google Health APIs, mas também com Apple Health, Peloton e MyFitnessPal. Quem usa um Apple Watch ou uma bicicleta Peloton pode integrar esses dados sem complicações.

Os tabuleiros classificativos da Google Health também foram expandidos, transformando o registo de passos e a carga cardiovascular numa espécie de competição amigável entre amigos. A monitorização do ciclo menstrual recebeu igualmente melhorias, com navegação simplificada, melhor registo e um calendário interativo.

O que esperar a partir de 19 de maio

A atualização chega de forma silenciosa. Quem tem a app Fitbit instalada vai receber a Google Health automaticamente. Não é preciso descarregar nada novo nem reconfigurar a conta. Os dados antigos continuam lá. O nome muda, o ícone muda, e algumas funções tornam-se pagas, mas o essencial mantém-se acessível a quem usa a versão gratuita.

Para os utilizadores em Portugal, fica por confirmar se o Google Health Premium estará disponível gratuitamente para subscritores Google AI Pro e Ultra a nível local, dado que a Google referiu apenas a disponibilidade em mais de 30 países, sem detalhar quais.

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